8 Presentes para o dia da mãe

30 de abril de 2019

D.R.
No próximo domingo, 5 de maio, é dia de celebrarmos a pessoa que dá os melhores abraços, os melhores conselhos, ralha quando é preciso, não deixa que nada falte, e que está disponível noite e dia para o que for preciso. Como é óbvio, estamos a falar da Mãe.

Presentes à altura de todo o amor que ela dá não existem, e garantimos que nada a deixa mais feliz do que um abraço e um beijinho dos filhos. No entanto, e por mais que ela diga "não gastes dinheiro comigo", a mãe merece sempre um presente extra. 

Sugerimos-lhe oito presentes para este Dia da Mãe.

€25, t-shirt 'cool mum', Rust and May // €17,99, mochila Dia da Mãe, Parfois //  €219, colar, Tous // €75, bouquet de flores, The Florist // €13,41, livro "Recomeça", de Sofia Castro Fernandes, Wook // €39,50, coffret The Ritual of Sakura, Rituals // €88,55, perfume 'La vie est Belle', Lâncome, na Sephora // €39,90, pack Spa, Odisseias, na Fnac


- Andreia Rodrigues

Scarlett Curtis e outras feministas que vestem rosa

29 de abril de 2019


D.R.
Muito antes de se tornar jornalista, ativista e curadora do livro "Feminists Don't Wear Pink and Other Lies", Scarlett Curtis achava que nunca poderia ser feminista porque: "feministas não usavam maquilhagem (o meu hobby preferido), não se depilavam (o meu exercício físico favorito). As feministas não gostavam de homens (o meu tipo favorito de humano) e, mais importante, as feministas, definitivamente, não usavam rosa. E rosa era a minha cor preferida."

Scarlett Curtis achava que feminismo era coisa do passado, do tempo das sufragistas, até ter sido tratada de forma diferente por ser do sexo feminino. Despertado o seu interesse no feminismo, Curtis começou a ler Virginia Woolf, Gloria Steinem, Caitlin Moran, Audre Lorde, Roxane Gay and Chimamanda Ngozi Adichie, e descobriu que o feminismo continua a ser uma luta nos dias de hoje. Percebeu também que o estereótipo do que a sociedade pensa sobre as feministas foi criado por "um sistema de ódio (também conhecido como 'patriarcado')", que "inventou uma imagem de uma feminista para que as jovens mulheres fossem impedidas de continuar a luta."

Curtis percebeu também que o objetivo do movimento feminista é "dar a cada pessoa nesta planeta, a liberdade de viver a vida que quiserem viver, livres de sexismo, opressão ou agressão." Agora, Curtis acredita que "o coração do feminismo são as mulheres. Mulheres que são complexas e complicadas, que usam maquilhagem e usam rosa e riem e choram e ficam confusas tal como tu."

Scarlett Curtis é também uma auto-proclamada ativista do "Pink Protest", uma comunidade que pretende criar um movimento global de jovens ativistas que querem mudar o mundo, mostrando-lhes que o ativismo pode ser divertido. Sob o movimento "Pink Protest", ela criou também a campanha 'Free Periods', para apoiar o acesso global a produtos de higiene feminina. Curtis criou também o podcast "Feminists Don't Wear Pink", onde entrevista mulheres sobre o que é que o feminismo significa para elas, e porque é importante continuar a luta.
Para quebrar os mitos sobre feminismo e educar as raparigas sobre o seu papel na nossa sociedade, Scarlett Curtis contactou 52 feministas de todo o mundo, incluindo a modelo e ativista Adwoa Aboah, as atrizes Saoirse Ronan e Keira Knightley, e a Youtuber Zoe Sugg, e perguntou-lhes o que é que o feminismo significa para elas. As respostas foram reunidas num livro, cujas vendas são doadas para a iniciativa Girl Up, criada pela Fundação das Nações Unidas. 

Diretamente das colaboradoras do livro "Feminists Don't Wear Pink and Other Lies", aqui estão algumas definições do que é o feminismo e porque é que ela acreditam que precisamos dele:

D.R.
"O feminismo, para mim, é a miúda calada no canto da sala de aula, que não fala muito. A miúda que nem notas que está lá, até que um dia estás a atuar no espetáculo anual da escola e ela sobe ao palco, apenas para cantar uma balada da Whitney como ninguém. Aí vais vê-la. Nunca mais vais voltar a não a ver."
- Saoirse Ronan, Atriz

D.R
"Vou sempre ser a menina que cresceu que poderia chegar à lua, num mundo que ainda debate se as raparigas deveriam ter educação e se as mulheres devem ter direitos reprodutivos." 
- Alaa Murabit, Médica e Advogada Internacional para Processos de Paz Inclusivos


D.R.
"Mães, irmãs e tias, imploro-vos para que peguem nesta pequena esponja e o deixem encharcado de humanidade e [...] a compreensão de que uma mulher forte é algo que deve ser celebrado e não temido/ esmagado/ enfraquecido/ parado/ humilhado/ culpado/ desencorajado/ controlado." 
- Jameela Jamil, Atriz e Ativista


- Andreia Rodrigues

A indústria da moda está a destruir o planeta. Como podemos mudar isso?

22 de abril de 2019

A Fashion Revolution Week começa hoje. Mostramos-lhe como é que a indústria da moda está a afetar o ambiente, e como é que pode dar o primeiro passo em direção a compras mais conscientes e sustentáveis. 

Fashion Revolution

A indústria da moda é uma das mais poluentes do mundo. Resíduos químicos, produção excessiva, poluição e exploração humana são alguns dos problemas que estão ligados a esta indústria. 
As roupas são vendidas a um preço cada vez mais baixo. É mais fácil do que nunca usar sempre as últimas tendências. Quando vamos a uma loja, não pensamos no caminho que aquelas peças de roupa percorreram até chegarem ali. Certamente que também não pensamos que a indústria da moda é uma das que está a destruir o nosso planeta. 

E pior: não percebemos que nós, consumidores, somos parte do problema. 

Como é que a indústria da moda está a destruir o nosso planeta?
Um dos melhores documentários que vi sobre este tema chama-se "Fashion's Dirty Secrets", feito pela jornalista britânica Stacey Dooley. Ao longo do documentário, Dooley leva-nos numa descoberta pelos efeitos ambientais que a indústria da moda provocou ao longo dos anos e leva-nos a perceber que a maioria das pessoas não tem ainda ideia do quão poluente esta consegue ser. "Os factos mostram que a produção de vestuário é uma das mais poluentes no mundo. Estamos a produzir 100 biliões de novas peças de novas fibras, todos os anos, e o planeta não consegue suportar isso", explica Lucy Siegle, jornalista britânica, entrevistada no documentário, que ao longo dos anos tem vindo a investigar a pegada ambiental da moda. 

O documentário revela também que o excesso de produção, criado pelas marcas de fast fashion, está a levar a que, pelo mundo fora, existam milhões de toneladas de roupa usada, doada e deitada fora. "A fast fashion é um sistema de produção que produz roupa a um volume intenso. Costumávamos ter coleções de outono, inverno, primavera e verão. Agora temos mais de 52 coleções por ano", revela Lucy Siegle. 

Quais são as consequências?
Se tirarmos um momento para olhar para as etiquetas das nossas roupas (sim, aquelas que normalmente cortamos), vemos que a maioria das peças são fabricadas em países asiáticos, como a China, Bangladesh, Indonésia, Cazaquistão, entre outros. 

A Indonésia, um país onde marcas fast fashion produzem as suas peças, tem sido muito afetado. Um dos seus rios, o Citarum, é atualmente um dos mais poluídos do mundo. Nas margens, existem cerca de 400 fábricas de têxteis que depositam diariamente lixo nas suas águas. Isto tornou-se uma crise de saúde pública pois, para além das fábricas, existem comunidades de pessoas que vivem na zona e usam a água do rio para cozinhar, lavar roupa e tomar banho. 
D.R.
O Bangladesh é outro dos países afetados. A 24 de abril de 2013, o edifício Rana Plaza colapsou. Morreram 1138 pessoas e 2500 ficaram feridas. A maioria das vítimas foram jovens mulheres. No Rana Plaza funcionavam cinco fábricas de vestuário que produziam para grandes marcas internacionais. O desastre foi alegadamente causado pela grande pressão do ocidente em produzir muita roupa, a baixo preço, o mais rápido possível. Foi o quarto maior desastre industrial da história.

D.R.
A pergunta é: porque é que as empresas produtoras de têxteis se comportam de forma tão irresponsável? Porque o mais importante é produzir as peças pelo preço mais barato, para que depois as possam vender baratas, e nós continuemos a comprar. Não importa quanto é que isso custa para o ambiente ou para as pessoas que trabalham nestas fábricas.

Como é que a revolução começou?
O Fashion Revolution foi criado no Reino Unido por Carry Somers e Orsola de Castro. Luta pela transparência, para que as pessoas que fazem as nossas roupas saiam do anonimato, as técnicas sejam valorizadas, a atividade económica estimulada e os ecossistemas e tempos de produção respeitados. Está atualmente presente em 93 países, por todos os continentes. Em Portugal é coordenado por Salomé Areias.

Andreza Fazio, stylist e parceira do Fashion Revolution Portugal, interessou-se pela causa depois de ver o documentário "The True Cost", pois "sabia que existiam algumas questões duvidosas, mas não tinha a visão exata do problema." Decidiu juntar-se ao Fashion Revolution porque acredita que a mudança urge e que é hora de mudarmos os nossos valores. Andreza Fazio acredita ainda que os "consumidores têm o maior poder nesta questão."

Como devemos comprar roupa hoje em dia?
Andreza Fazio considera três fatores na hora de comprar uma nova peça: "versatilidade, qualidade e intemporalidade." Para as pessoas que pretendem fazer compras de forma mais sustentável, Andreza recomenda: "dê valor ao seu dinheiro mesmo que a peça tenha sido barata. Compre apenas o que acha que vai usar muitas vezes e cuide de cada peça de roupa. O ambiente e a sua carteira vão agradecer."


Participar no Movimento
Pode entrar no movimento “qualquer pessoa que acredite que o mercado atual está obsoleto”, afirma Andreza Fazio.
O "Fashion Revolution" encoraja os consumidores a darem o primeiro passo e perguntarem às marcas “Who made my clothes?” (Quem fez as minhas roupas?). Para isso, tirem uma fotografia da etiqueta de uma peça de roupa, utilizem a hashtag #whomademyclothes e identifiquem a marca.
Veja ainda que eventos vão acontecer em Portugal nesta Fashion Revolution Week. 

Por uma indústria da moda mais justa, segura e transparente.


- Andreia Rodrigues

Period Poverty is still a reality in the UK. What is being done?

17 de abril de 2019

Photo by Josefin on Unsplash

One in ten girls in the UK can’t afford sanitary products, says survey. The Government Equalities Office has announced a campaign to end period poverty globally by 2030.

By Andreia Jorge Rodrigues



According to the global rights charity Plan International UK, one in ten girls can’t afford sanitary products, while more than one in ten girls has had to improvise sanitary products because they couldn’t buy them. Some are forced to use toilet paper or socks as an absorbent, so they won’t miss classes. It also revealed that 27 per cent of UK girls have used a period product for longer than they should because they couldn’t afford to buy more.
The same survey, based on Opinium Research survey carried out online by 1,000 girls and young women aged 14-21, found out that 48 per cent of girls are embarrassed by their periods and 71 per cent admitted that they have felt embarrassed while buying sanitary products.

Another survey announced on 19 February 2019 and conducted by Gingercomms with campaigners at the Bloody Big Brunch, discovered that 51 per cent of UK population has suffered from period poverty or know someone who has experienced it. The survey, who questioned 931 people across England, Scotland and Wales, found out that 26 per cent of girls has missed school or work while on their periods.


Lee Beattie, of the Bloody Big Brunch, told ITV News: “As a society, we need to send out the message that menstruation isn’t dirty, and it certainly isn’t a luxury.”
On a statement published at Plan International UK, their Campaign Manager, Lucy Russell, said: “Period poverty is a very real challenge facing many girls in the UK. For too many girls, dealing with period each month is proving a tough challenge – and in 21st century Britain, this shouldn’t be the case.”





How can period poverty come to an end?

According to the Government Equalities Office (GEO), last month, the International Development Secretary, Penny Mordaunt, announced a new UK government campaign which has the intention to break the silence and end period poverty globally by 2030.
The campaign is a joint force between the government, which includes the Department of Health, Department of Education and Department for Work and Pensions, businesses and charities. It is supported by £250,000 to develop new ideas to tackle period poverty in the UK and includes a £2 million in UK aid support, through the Department of International Development (DFID), to help organisations which are already working to end period poverty around the world.
On the announcement’s speech, which took place at the Church House on the 4 March, Penny Mordaunt said: “empowerment starts when you are young. Girls should be able to focus on their education and their future without being worried about or embarrassed by their periods.
According to the press release provided by the Government, since 1 April, the GEO is part of the Cabinet Office, “to ensure is at the heart of the government’s work on equalities.”

Some charities and organisations have expressed their reactions to this new campaign. Celia Hodson, founder of Hey Girls, a social enterprise who aims to end period poverty in the UK, said: “I’m confident that given recent reports highlighting Period Poverty has significantly increased and the high percentage of women and girls struggling to access menstrual products this initiative will receive cross-sector support and should be widely supported by cross-party members.”

Ruby Raut, CEO, and Co-Founder of WUKA, a company which creates eco-friendly period wear, was also very pleased to hear about the GEO campaign and said: “Period poverty is a huge issue for those girls and women from low-income families or who are homeless. They are left with very little choices and end up using dirty items of clothing, inserting plastic or overusing a pad or tampon which is unhygienic and a huge health problem for women.

Last month, the National Health Service (NHS) has also announced that NHS England will offer free tampons and other sanitary products in hospitals from this summer. According to BBC, “while some hospitals already provide sanitary products, NHS England said it would now be mandated in the new standard contract with hospitals for 2019-20.”

Another way to end period poverty is through education, as data suggests that many girls and women are embarrassed to talk about their periods and feel disgusted during “that time of the month. On a statement published on Plan International UK, Russell said: “Education is critical to solving this problem; because it’s only by learning and talking about periods that we can smash the idea that they’re a source of shame to be dealt with in secret, rather than a perfectly normal bodily process.”

Amika George is the face of the #FreePeriods campaign, which started in 2017 to break down the stigma around menstruation. After being recognized as one of the most influential teens of 2018 by Time Magazine, the young Londoner told Teen Vogue: “We need everyone to write about it, to talk about it.” As she insisted: “a normal biological process affecting half of the world’s population shouldn’t stop any of us from being the best version of ourselves. Let’s praise the period and tell everyone you meet about how bloody remarkable our bodies are.

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