Jennifer Lopez eleita ícone de estilo

5 de junho de 2019

D.R.



Jennifer Lopez é conhecida pelo seu estilo elegante, irreverente e ousado, que chama a atenção. Desta vez não foi excepção, durante a cerimónia anual dos Council of Fashion Designers of America, realizada em Nova Iorque, a cantora foi homenageada pelo seu estilo. 

D.R.
Os CFDA Fashion Awards, são considerados os "Óscares do mundo da moda" e têm como objetivo premiar as melhores e mais criativas personalidades da indústria. De todos os prémios entregues, o de ícone de estilo é o mais importante e, por isso, é também o mais aguardado. Para receber o prémio, JLo, com quase 50 anos, pousou na passadeira vermelha do Brooklyn Museum com um look laranja da Ralph Lauren, composto por duas peças, um top cropped e uma saia comprida. A cantora partilhou ainda nas suas redes sociais uma imagem do seu look, referindo que o "laranja é o novo preto". Também Steven Kolb, presidente da CFDA, disse que o estilo de Jennifer é "impecável e sempre memorável".



No total, foram entregues 11 prémios dos quais destacamos, Brandon Maxwell, designer de moda feminina, Rick Owens, designer de moda masculina, Mary-Kate e Ashley Olsen, designer de acessórios, e Emily Adams Bode, novo designer. O Prémio Internacional de Valentino Garavani e Giancarlo Giammeti foi ainda entregue à britânica Sarah Burton.






- Joana Beja

O escândalo que está a abalar a internet

16 de maio de 2019


James Charles, um jovem youtuber de 19 anos, é o protagonista do mais recente escândalo do mundo digital. Tudo aconteceu no maior festival de música da Califórnia, Coachella, quando James fez uma publicidade à marca Sugar Bear Hair, uma empresa que comercializa vitaminas que ajudam a dormir e que é a concorrente directa da marca Halo Beauty, criada por Tati Westbrook. O artista mencionou que a marca o contactou e que as suas vitaminas o ajudaram a controlar a sua ansiedade. Contudo, num vídeo partilhado por Tati Westbrook no seu canal de youtube, esta revelou que o youtuber colaborou com a marca para poder ganhar o passe de artista no festival Coachella. 
Apesar de parecer apenas uma pequena "briga" entre youtubers, a verdade é que esta história já teve repercussões substanciais nas suas redes. Depois de Tati Westbrook ter partilhado um vídeo de 43 minutos onde revelou alguns dos seus escândalos, este já conta com mais de 45 milhões de visualizações. Do mesmo modo, o jovem youtuber já perdeu cerca de três milhões de seguidores, tendo batido o recorde do youtuber que perdeu mais seguires em tão pouco tempo. Por oposição, Tati Westbrook ganhou até agora cerca de 4 milhões de seguidores, sendo que depois do seu testemunho mais celebridades vieram a público falar sobre o caso, nomeadamente, Jeffree Star.


- Joana Beja

May Wishlist

1 de maio de 2019

Depois de um mês de abril chuvoso, esperamos que maio nos traga uma preview do verão que está quase aí.

Verão rima com passeios, e já andamos a sonhar com a combinação vestido branco com chapéu e malinha de palha. Verão são também dias de praia, um ótimo local para pôr a leitura em dia, com o barulho das ondas como banda sonora. Sugerimos o mais recente livro de Mark Manson, "Está tudo F*dido." Depois do sucesso de "A arte subtil de dizer que se F*da", acreditamos que este também não vai desiludir. 

Para esta primavera e verão não podemos também deixar de falar da marca de ténis do momento: a Veja. Com ténis feitos de materiais sustentáveis, respeitando os tempos de produção e os seus trabalhadores, a marca francesa tem estado nos pés do mundo. 

Na imagem, a lista de desejos do mês de maio. 


€14,94, Livro "Está tudo F*dido" de Mark Manson, na Wook // €125, Ténis Veja, modelo V-10, no Net-a-Porter // €12,99, Chapéu de palha, Stradivarius // €70, vestido Monaco, Mahrla Store // €55,20, carteira Noémia com alça, Shop Charlotte

- Andreia Rodrigues

8 Presentes para o dia da mãe

30 de abril de 2019

D.R.
No próximo domingo, 5 de maio, é dia de celebrarmos a pessoa que dá os melhores abraços, os melhores conselhos, ralha quando é preciso, não deixa que nada falte, e que está disponível noite e dia para o que for preciso. Como é óbvio, estamos a falar da Mãe.

Presentes à altura de todo o amor que ela dá não existem, e garantimos que nada a deixa mais feliz do que um abraço e um beijinho dos filhos. No entanto, e por mais que ela diga "não gastes dinheiro comigo", a mãe merece sempre um presente extra. 

Sugerimos-lhe oito presentes para este Dia da Mãe.

€25, t-shirt 'cool mum', Rust and May // €17,99, mochila Dia da Mãe, Parfois //  €219, colar, Tous // €75, bouquet de flores, The Florist // €13,41, livro "Recomeça", de Sofia Castro Fernandes, Wook // €39,50, coffret The Ritual of Sakura, Rituals // €88,55, perfume 'La vie est Belle', Lâncome, na Sephora // €39,90, pack Spa, Odisseias, na Fnac


- Andreia Rodrigues

Scarlett Curtis e outras feministas que vestem rosa

29 de abril de 2019


D.R.
Muito antes de se tornar jornalista, ativista e curadora do livro "Feminists Don't Wear Pink and Other Lies", Scarlett Curtis achava que nunca poderia ser feminista porque: "feministas não usavam maquilhagem (o meu hobby preferido), não se depilavam (o meu exercício físico favorito). As feministas não gostavam de homens (o meu tipo favorito de humano) e, mais importante, as feministas, definitivamente, não usavam rosa. E rosa era a minha cor preferida."

Scarlett Curtis achava que feminismo era coisa do passado, do tempo das sufragistas, até ter sido tratada de forma diferente por ser do sexo feminino. Despertado o seu interesse no feminismo, Curtis começou a ler Virginia Woolf, Gloria Steinem, Caitlin Moran, Audre Lorde, Roxane Gay and Chimamanda Ngozi Adichie, e descobriu que o feminismo continua a ser uma luta nos dias de hoje. Percebeu também que o estereótipo do que a sociedade pensa sobre as feministas foi criado por "um sistema de ódio (também conhecido como 'patriarcado')", que "inventou uma imagem de uma feminista para que as jovens mulheres fossem impedidas de continuar a luta."

Curtis percebeu também que o objetivo do movimento feminista é "dar a cada pessoa neste planeta, a liberdade de viver a vida que quiserem viver, livres de sexismo, opressão ou agressão." Agora, Curtis acredita que "o coração do feminismo são as mulheres. Mulheres que são complexas e complicadas, que usam maquilhagem e usam rosa e riem e choram e ficam confusas tal como tu."

Scarlett Curtis é também uma auto-proclamada ativista do "Pink Protest", uma comunidade que pretende criar um movimento global de jovens ativistas que querem mudar o mundo, mostrando-lhes que o ativismo pode ser divertido. Sob o movimento "Pink Protest", ela criou também a campanha 'Free Periods', para apoiar o acesso global a produtos de higiene feminina. Curtis criou também o podcast "Feminists Don't Wear Pink", onde entrevista mulheres sobre o que é que o feminismo significa para elas, e porque é importante continuar a luta.
Para quebrar os mitos sobre feminismo e educar as raparigas sobre o seu papel na nossa sociedade, Scarlett Curtis contactou 52 feministas de todo o mundo, incluindo a modelo e ativista Adwoa Aboah, as atrizes Saoirse Ronan e Keira Knightley, e a Youtuber Zoe Sugg, e perguntou-lhes o que é que o feminismo significa para elas. As respostas foram reunidas num livro, cujas vendas são doadas para a iniciativa Girl Up, criada pela Fundação das Nações Unidas. 

Diretamente das colaboradoras do livro "Feminists Don't Wear Pink and Other Lies", aqui estão algumas definições do que é o feminismo e porque é que elas acreditam que precisamos dele:

D.R.
"O feminismo, para mim, é a miúda calada no canto da sala de aula, que não fala muito. A miúda que nem notas que está lá, até que um dia estás a atuar no espetáculo anual da escola e ela sobe ao palco, apenas para cantar uma balada da Whitney como ninguém. Aí vais vê-la. Nunca mais vais voltar a não a ver."
- Saoirse Ronan, Atriz

D.R
"Vou sempre ser a menina que cresceu que poderia chegar à lua, num mundo que ainda debate se as raparigas deveriam ter educação e se as mulheres devem ter direitos reprodutivos." 
- Alaa Murabit, Médica e Advogada Internacional para Processos de Paz Inclusivos



D.R.
"Mães, irmãs e tias, imploro-vos para que peguem nesta pequena esponja e o deixem encharcado de humanidade e [...] a compreensão de que uma mulher forte é algo que deve ser celebrado e não temido/ esmagado/ enfraquecido/ parado/ humilhado/ culpado/ desencorajado/ controlado." 
- Jameela Jamil, Atriz e Ativista


- Andreia Rodrigues

A indústria da moda está a destruir o planeta. Como podemos mudar isso?

22 de abril de 2019

A Fashion Revolution Week começa hoje. Mostramos-lhe como é que a indústria da moda está a afetar o ambiente, e como é que pode dar o primeiro passo em direção a compras mais conscientes e sustentáveis. 

Fashion Revolution

A indústria da moda é uma das mais poluentes do mundo. Resíduos químicos, produção excessiva, poluição e exploração humana são alguns dos problemas que estão ligados a esta indústria. 
As roupas são vendidas a um preço cada vez mais baixo. É mais fácil do que nunca usar sempre as últimas tendências. Quando vamos a uma loja, não pensamos no caminho que aquelas peças de roupa percorreram até chegarem ali. Certamente que também não pensamos que a indústria da moda é uma das que está a destruir o nosso planeta. 

E pior: não percebemos que nós, consumidores, somos parte do problema. 

Como é que a indústria da moda está a destruir o nosso planeta?
Um dos melhores documentários que vi sobre este tema chama-se "Fashion's Dirty Secrets", feito pela jornalista britânica Stacey Dooley. Ao longo do documentário, Dooley leva-nos numa descoberta pelos efeitos ambientais que a indústria da moda provocou ao longo dos anos e leva-nos a perceber que a maioria das pessoas não tem ainda ideia do quão poluente esta consegue ser. "Os factos mostram que a produção de vestuário é uma das mais poluentes no mundo. Estamos a produzir 100 biliões de novas peças de novas fibras, todos os anos, e o planeta não consegue suportar isso", explica Lucy Siegle, jornalista britânica, entrevistada no documentário, que ao longo dos anos tem vindo a investigar a pegada ambiental da moda. 

O documentário revela também que o excesso de produção, criado pelas marcas de fast fashion, está a levar a que, pelo mundo fora, existam milhões de toneladas de roupa usada, doada e deitada fora. "A fast fashion é um sistema de produção que produz roupa a um volume intenso. Costumávamos ter coleções de outono, inverno, primavera e verão. Agora temos mais de 52 coleções por ano", revela Lucy Siegle. 

Quais são as consequências?
Se tirarmos um momento para olhar para as etiquetas das nossas roupas (sim, aquelas que normalmente cortamos), vemos que a maioria das peças são fabricadas em países asiáticos, como a China, Bangladesh, Indonésia, Cazaquistão, entre outros. 

A Indonésia, um país onde marcas fast fashion produzem as suas peças, tem sido muito afetado. Um dos seus rios, o Citarum, é atualmente um dos mais poluídos do mundo. Nas margens, existem cerca de 400 fábricas de têxteis que depositam diariamente lixo nas suas águas. Isto tornou-se uma crise de saúde pública pois, para além das fábricas, existem comunidades de pessoas que vivem na zona e usam a água do rio para cozinhar, lavar roupa e tomar banho. 
D.R.
O Bangladesh é outro dos países afetados. A 24 de abril de 2013, o edifício Rana Plaza colapsou. Morreram 1138 pessoas e 2500 ficaram feridas. A maioria das vítimas foram jovens mulheres. No Rana Plaza funcionavam cinco fábricas de vestuário que produziam para grandes marcas internacionais. O desastre foi alegadamente causado pela grande pressão do ocidente em produzir muita roupa, a baixo preço, o mais rápido possível. Foi o quarto maior desastre industrial da história.

D.R.
A pergunta é: porque é que as empresas produtoras de têxteis se comportam de forma tão irresponsável? Porque o mais importante é produzir as peças pelo preço mais barato, para que depois as possam vender baratas, e nós continuemos a comprar. Não importa quanto é que isso custa para o ambiente ou para as pessoas que trabalham nestas fábricas.

Como é que a revolução começou?
O Fashion Revolution foi criado no Reino Unido por Carry Somers e Orsola de Castro. Luta pela transparência, para que as pessoas que fazem as nossas roupas saiam do anonimato, as técnicas sejam valorizadas, a atividade económica estimulada e os ecossistemas e tempos de produção respeitados. Está atualmente presente em 93 países, por todos os continentes. Em Portugal é coordenado por Salomé Areias.

Andreza Fazio, stylist e parceira do Fashion Revolution Portugal, interessou-se pela causa depois de ver o documentário "The True Cost", pois "sabia que existiam algumas questões duvidosas, mas não tinha a visão exata do problema." Decidiu juntar-se ao Fashion Revolution porque acredita que a mudança urge e que é hora de mudarmos os nossos valores. Andreza Fazio acredita ainda que os "consumidores têm o maior poder nesta questão."

Como devemos comprar roupa hoje em dia?
Andreza Fazio considera três fatores na hora de comprar uma nova peça: "versatilidade, qualidade e intemporalidade." Para as pessoas que pretendem fazer compras de forma mais sustentável, Andreza recomenda: "dê valor ao seu dinheiro mesmo que a peça tenha sido barata. Compre apenas o que acha que vai usar muitas vezes e cuide de cada peça de roupa. O ambiente e a sua carteira vão agradecer."


Participar no Movimento
Pode entrar no movimento “qualquer pessoa que acredite que o mercado atual está obsoleto”, afirma Andreza Fazio.
O "Fashion Revolution" encoraja os consumidores a darem o primeiro passo e perguntarem às marcas “Who made my clothes?” (Quem fez as minhas roupas?). Para isso, tirem uma fotografia da etiqueta de uma peça de roupa, utilizem a hashtag #whomademyclothes e identifiquem a marca.
Veja ainda que eventos vão acontecer em Portugal nesta Fashion Revolution Week. 

Por uma indústria da moda mais justa, segura e transparente.


- Andreia Rodrigues

Period Poverty is still a reality in the UK. What is being done?

17 de abril de 2019

Photo by Josefin on Unsplash

One in ten girls in the UK can’t afford sanitary products, says survey. The Government Equalities Office has announced a campaign to end period poverty globally by 2030.

By Andreia Jorge Rodrigues



According to the global rights charity Plan International UK, one in ten girls can’t afford sanitary products, while more than one in ten girls has had to improvise sanitary products because they couldn’t buy them. Some are forced to use toilet paper or socks as an absorbent, so they won’t miss classes. It also revealed that 27 per cent of UK girls have used a period product for longer than they should because they couldn’t afford to buy more.
The same survey, based on Opinium Research survey carried out online by 1,000 girls and young women aged 14-21, found out that 48 per cent of girls are embarrassed by their periods and 71 per cent admitted that they have felt embarrassed while buying sanitary products.

Another survey announced on 19 February 2019 and conducted by Gingercomms with campaigners at the Bloody Big Brunch, discovered that 51 per cent of UK population has suffered from period poverty or know someone who has experienced it. The survey, who questioned 931 people across England, Scotland and Wales, found out that 26 per cent of girls has missed school or work while on their periods.


Lee Beattie, of the Bloody Big Brunch, told ITV News: “As a society, we need to send out the message that menstruation isn’t dirty, and it certainly isn’t a luxury.”
On a statement published at Plan International UK, their Campaign Manager, Lucy Russell, said: “Period poverty is a very real challenge facing many girls in the UK. For too many girls, dealing with period each month is proving a tough challenge – and in 21st century Britain, this shouldn’t be the case.”





How can period poverty come to an end?

According to the Government Equalities Office (GEO), last month, the International Development Secretary, Penny Mordaunt, announced a new UK government campaign which has the intention to break the silence and end period poverty globally by 2030.
The campaign is a joint force between the government, which includes the Department of Health, Department of Education and Department for Work and Pensions, businesses and charities. It is supported by £250,000 to develop new ideas to tackle period poverty in the UK and includes a £2 million in UK aid support, through the Department of International Development (DFID), to help organisations which are already working to end period poverty around the world.
On the announcement’s speech, which took place at the Church House on the 4 March, Penny Mordaunt said: “empowerment starts when you are young. Girls should be able to focus on their education and their future without being worried about or embarrassed by their periods.
According to the press release provided by the Government, since 1 April, the GEO is part of the Cabinet Office, “to ensure is at the heart of the government’s work on equalities.”

Some charities and organisations have expressed their reactions to this new campaign. Celia Hodson, founder of Hey Girls, a social enterprise who aims to end period poverty in the UK, said: “I’m confident that given recent reports highlighting Period Poverty has significantly increased and the high percentage of women and girls struggling to access menstrual products this initiative will receive cross-sector support and should be widely supported by cross-party members.”

Ruby Raut, CEO, and Co-Founder of WUKA, a company which creates eco-friendly period wear, was also very pleased to hear about the GEO campaign and said: “Period poverty is a huge issue for those girls and women from low-income families or who are homeless. They are left with very little choices and end up using dirty items of clothing, inserting plastic or overusing a pad or tampon which is unhygienic and a huge health problem for women.

Last month, the National Health Service (NHS) has also announced that NHS England will offer free tampons and other sanitary products in hospitals from this summer. According to BBC, “while some hospitals already provide sanitary products, NHS England said it would now be mandated in the new standard contract with hospitals for 2019-20.”

Another way to end period poverty is through education, as data suggests that many girls and women are embarrassed to talk about their periods and feel disgusted during “that time of the month. On a statement published on Plan International UK, Russell said: “Education is critical to solving this problem; because it’s only by learning and talking about periods that we can smash the idea that they’re a source of shame to be dealt with in secret, rather than a perfectly normal bodily process.”

Amika George is the face of the #FreePeriods campaign, which started in 2017 to break down the stigma around menstruation. After being recognized as one of the most influential teens of 2018 by Time Magazine, the young Londoner told Teen Vogue: “We need everyone to write about it, to talk about it.” As she insisted: “a normal biological process affecting half of the world’s population shouldn’t stop any of us from being the best version of ourselves. Let’s praise the period and tell everyone you meet about how bloody remarkable our bodies are.

"Vai Anitta": o documentário que tem de ver neste fim de semana

30 de março de 2019

D.R.

A cantora Anitta completa hoje 26 anos de vida e, se é fã do seu trabalho, temos o plano ideal para si. O documentário "Vai Anitta", lançado em Novembro de 2018, em parceria com a Netflix, conta com seis episódios dedicados à sua vida, dentro e fora dos palcos. 
Nesse documentário pode ficar a par de todos os desafios que a jovem percorreu até ao sucesso internacional que tem hoje em dia. Vinda de uma família humilde, a cantora relata a sua infância e o início da sua carreira, com todos os seus sucessos, medos e como foi capaz de gerir o seu negócio e crescer.
O documentário conta ainda com vários testemunhos, desde familiares e amigos de infância, até aos seus colegas, com quem trabalhou e fez parcerias, como é o caso da Rita Ora, Jojo Todinho, Alesso e J. Balvin. É também possível ver os bastidores dos videoclipes e concertos, onde se vê o lado mais profissional da cantora.
Por outro lado, o documentário mostra também o seu lado mais pessoal, com a relação que mantinha, naquela época, com o seu ex marido, Thiago Magalhães. Podem ver-se ainda imagens do seu casamento, numa cerimónia reservada para os dois, no mesmo local, na Amazónia, onde gravou o videoclipe da música "Is That For Me", com Alesso.
Uma produção que é também caracterizada pelo "woman power" da cantora, que relata, na primeira pessoa, os momentos em que se foi a baixo, deixando-se levar pela pressão do trabalho. Anitta conta que passou por momentos de depressão e como conseguiu ultrapassá-los.

D.R.


-Joana Beja

Livros sobre mulheres para ler em 2019

20 de março de 2019

D.R.

Escritos por mulheres, sobre mulheres. Sobre mulheres que amaram e foram amadas, sobre mulheres que viveram e sobreviveram em clima de guerra, sobre mulheres que fizeram a diferença no mundo, sobre mulheres que não tiveram medo de arriscar, sobre mulheres feministas, como nós (e o que ser feminista realmente significa), sobre mulheres que escreveram as suas memórias para partilhar com o mundo e sobre mulheres que serão para sempre lembradas pelos seus feitos.
Este ano, desafiamos todas as mulheres a lerem, pelo menos, um destes livros. Vamos celebrar o sexo feminino e inspirar-nos pelos feitos destas mulheres incríveis: as protagonistas das histórias e as que as escreveram.  

Histórias para Adormecer para Raparigas Rebeldes, de Francesca Cavallo e Elena Favilli, Wook // Portuguesas Extraordinárias, de Maria do Rosário Pedreira, Wook // Mulheres que Amaram Demais, de Helena Sacadura Cabral, Wook // Mulheres Afegãs, de Zarghuna Kargar, Wook // Eu Serei a Última, de Nadia Murad, Wook // Becoming, de Michelle Obama, Wook // Não sou esse tipo de miúda, de Lena Dunham, Wook // #Girlboss, de Sophia Amoruso, Wook // Feminists don't wear pink and other lies: amazing women on what the f-word means to them, de Scarlett Curtis, Wook // Cartas de Amor de Grandes Mulheres, de Ursula Doyle, Wook

- Andreia Rodrigues 

5 filmes para ver no Dia do Pai

19 de março de 2019

D.R.
No Dia do Pai, sugerimos cinco longas-metragens sobre o amor entre pais e filhos. Para ver com o pai, com o pai dos filhos, com os filhos, com as mães ou até sozinha, porque vale sempre a pena passar o serão a ver um bom filme. 

Para sempre, talvez... (2008)
William Hayes (interpretado por Ryan Reynolds) está a divorciar-se da sua mulher e mãe de Maya (interpretada por Abigail Breslin), a filha que têm em conjunto. Num dia à noite, a filha pede-lhe que conte a história de como conheceu a mãe e de como era a vida antes de se casar. William começa a contar tudo, desde 1992, mas altera os nomes das três mulheres com quem se envolveu e de quem fala, de forma a que Maya tente adivinhar qual das três é a mãe. A história é envolvente e só quase no fim é que Maya acerta, mas vale a pena ver como a relação entre o pai e a filha se desenvolve até ao último minuto do filme. 

Era uma vez... um Pai (2004)
Também conhecido como Jersey Girl, este filme conta a história de Ollie Trinke (interpretado por Ben Affleck), um homem com um bom emprego, a mulher que amava ao seu lado e uma filha a caminho. No entanto, a vida de Ollie desmorona-se quando, no parto, Gertrude (interpretada por Jennifer Lopez) morre. A juntar à tragédia, Ollie perde o emprego e é obrigado a voltar para New Jersey, para casa do pai, para criar a filha. Mais uma história sobre o laço que une um pai e uma filha e sobre o aprender a apreciar as pequenas coisas da vida (que são as melhores de todas). 

O pai da noiva (1991)
Não é fácil para um pai ver a filha crescer, certo? Tudo piora quando, apesar de o pai ainda a imaginar com cinco anos, ela aparece em casa a dizer que tenho um namorado e vai casar. De repente, George Banks (interpretado por Steve Martin) tem um casamento para organizar e, ao mesmo tempo, tem de aceitar que a filha cresceu e já não é a menina que fazia sempre tudo com o pai. Aproveite para fazer sessão dupla e veja o segundo filme 'O pai da noiva 2' (1995), no qual George descobre que vai ser avô e pai ao mesmo tempo, pois a filha Annie e a mulher Nina estão ambas grávidas. 

I am Sam - A força do amor (2001)
Sam Dawson (interpretado por Sean Penn) é um homem com um atraso intelectual e a capacidade de uma criança de sete anos. Sam tem uma filha, Lucy (interpretada por Dakota Fanning), que, ao fazer sete anos, começa a ultrapassar intelectualmente o pai. Uma assistente social fica atenta à situação e quer que Lucy seja entregue a um orfanato pois acredita que Sam não tem capacidades para cuidar da filha. Para conseguir ficar com a filha, Sam conta com a ajuda de Rita Harrison (interpretada por Michelle Pfeiffer), a advogada que o vai representar. Mais um filme que nos conta a história de um pai que, apesar das capacidades limitadas, está disposto a lutar pela guarda da filha, e nos mostra que, no fim de contas, nada mais importa para além do amor.

À noite, no museu (2006)
Larry Dailey é divorciado (interpretado por Ben Stiller) e tem a seu cargo o filho de 10 anos, Nick. Ao fim de vários empregos mal sucedidos, Larry é contratado como segurança noturno no Museu Americano de História Natural. No entanto, quando a noite chega, Larry descobre que as figuras do museu ganham vida por causa de um artefacto egípcio raro. Para proteger o artefacto e o museu, Larry conta com a ajuda de algumas figuras históricas e do filho Nick. Mais uma vez, se estiver no mood, aproveite para ver os filmes 'À noite, no museu 2' e 'À noite, no museu 3: o segredo do Faraó'.

- Andreia Rodrigues




O inimigo da mama

18 de março de 2019


D.R.
"Eu tenho os seus resultados do exame de sangue. Eles indicam positivo para uma mutação no gene BRCA1", disse a médica Elysa Hendricks a Jane Sloan, na série de televisão 'The Bold Type'. Na série, Jane (interpretada por Katie Stevens) é jornalista na revista 'Scarlet' e está a escrever sobre o gene BRCA. Como a mãe morreu de cancro da mama, Jane é aconselhada a fazer o teste de sangue e, aos 25 anos, descobre que tem a mutação genética BRCA.

Embora isto seja uma história de ficção, na vida real, muitas mulheres descobrem que também têm esta mutação genética.

Angelina Jolie foi uma delas. Em 2013, Jolie revelou, numa carta publicada no The New YorkTimes, que era portadora de um "gene 'defeituoso', o BRCA1, que aumenta acentuadamente o meu risco de desenvolver cancro na mama e ovários." Depois de receber esta informação, Angelina Jolie decidiu fazer uma dupla mastectomia preventiva em 2013, e remover os ovários em 2015. A atriz disse, "a minha probabilidade de desenvolver cancro da mama desceu de 87% para menos de 5%." A mãe de Angelina, Marcheline Bertrand, faleceu em 2007, aos 56 anos, depois de vários anos a lutar contra cancro nos ovários. Angelina Jolie escreveu na mesma carta que, agora, pode dizer aos filhos "que não precisam de ter medo de me perder para o cancro da mama" e "nunca vão ter de dizer 'a mãe morreu de cancro nos ovários'."

Este ano, Nina Garcia, editora de moda na revista Elle norte-americana, anunciou que iria faltar à Semana da Moda de Nova Iorque, devido a uma dupla mastectomia preventiva. A razão? A mutação genética BRCA1. Nina Garcia fez o teste em 2015 devido a historial familiar e descobriu que estava em "grande risco de poder ter cancro da mama." No anúncio, publicado na revista Elle, Nina escreveu que tomou esta decisão porque todos os dias acordava com o pensamento "é este o dia em que vou ter cancro?" e "não queria mais ter estes pensamentos assustadores." Acima de tudo, a editora de moda sente-se "agradecida pelo facto de a ciência e a tecnologia tornarem possível a deteção precoce."

Vamos então perceber: o que é a mutação no gene BRCA?

Segundo a National Breast Cancer Foundation (NBCF, EUA), BRCA é a abreviação para "BReast CAncer gene" (gene do cancro da mama). Todos os humanos têm os genes BRCA1 e BRCA2 e, segundo a NBCF, "estes têm um grande papel na prevenção do cancro da mama" pois "reparam falhas no ADN que podem levar a cancro ou aumento incontrolável de tumores." São então conhecidos como "genes supressores de tumor." No entanto, de acordo com o National Health Service (NHS, Reino Unido), "genes alterados (ou com mutações) não conseguem reparar as células danificadas o que pode provocar um tumor." Isto significa que uma mulher com "uma mutação em um dos genes BRCA tem um risco maior de desenvolver cancro na mama e ovários." Por exemplo, segundo o NHS "uma mulher com uma mutação genética BRCA1 tem um risco vitalício de 60 a 90% de cancro da mama e de 40 a 60% de cancro no ovário."
Devem estar atentas as pessoas que tenham um forte historial familiar de cancro, ou aquelas que tenham um familiar direto que tenha sido identificado com a mutação genética. Em Portugal, pode marcar uma consulta com um especialista em Genética Médica, no hospital público ou privado. Lembramos que só deve fazer um teste genético pedido por um especialista. Existe também a Associação Evita, criada em 2011 para alertar as pessoas para o risco genético do cancro. Nasceu pelas mãos de Tamara Milagre, uma mulher que aos 41 anos fez uma mastectomia bilateral, depois de descobrir que era portadora da mutação genética BRCA1.

A pergunta que se impõe é: porque é que as mulheres estão a fazer mastectomia preventiva?  A resposta é prevenção. "A prevenção é sempre melhor que o tratamento" explicou Elysa Hendricks no episódio de 'The Bold Type'. No entanto, se uma mulher é identificada com a mutação genética, isso não significa marcar logo uma cirurgia para remover as mamas e os ovários. Primeiro, é feita a vigilância, que envolve mamografias, ressonâncias magnéticas e ultrassons. O mais importante nestas situações é "pedir aconselhamento, perceber quais são as opções e fazer as escolhas que são certas para ti", escreve Angelina Jolie, insistindo que "saber é poder."


- Andreia Rodrigues








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